Portugal enfrenta uma hemorragia financeira no seu sistema elétrico, tendo gasto 4.096 milhões de euros em importações líquidas de eletricidade entre 2021 e 2024, após o encerramento das centrais de Sines e do Pego. Este modelo, assente em potências intermitentes e protegido por tarifas políticas (FIT) que se prolongarão até 2039, impõe sobrecustos brutais, com preços que chegam aos 291 €/MWh na fotovoltaica contra um preço de mercado de 55 €/MWh. A vulnerabilidade desta estratégia culminou no Mega Apagão Ibérico de abril de 2025, causado por instabilidades em parques solares que o sistema, sem inércia nem potência firme suficiente, não conseguiu travar em poucos segundos. Para garantir a competitividade, a otimização exige manter o backup térmico até 2050, reforçar as interligações com França e investir em biomassa e bombagem hidroelétrica, em vez de insistir em novas potências intermitentes como a eólica offshore. O atual figurino elétrico é caro, pouco resiliente e exige uma reavaliação urgente para assegurar a estabilidade nacional.