O apagão de 28 de abril de 2025, o mais grave na Europa em duas décadas, resultou em 147 mortes e expôs a fragilidade extrema de um sistema elétrico refém da intermitência renovável. Apesar das tentativas de ocultação política, os registos da Red Eléctrica revelam que a rede colapsou em apenas cinco segundos devido à incapacidade das fontes renováveis — que representavam 70% do mix no momento da queda — em garantir a inércia necessária para estabilizar a frequência e a tensão. A ausência de potência firme e controlável, como a nuclear ou a hídrica, impediu a correção das oscilações violentas provocadas pela volatilidade solar. Este cenário, que voltou a ameaçar a Península em janeiro de 2026 devido a tempestades que paralisaram os parques eólicos, demonstra que a transição energética dogmática não só destrói a competitividade, como coloca em risco a segurança nacional. O exemplo ibérico serve de aviso à Europa: sem um equilíbrio baseado em fontes estáveis, o risco de um colapso sistémico total deixa de ser uma hipótese para se tornar uma inevitabilidade.