Entre 2010 e 2024, foram investidos 6,5 biliões USD na transição energética global, mas as emissões de CO₂ aumentaram 13% e o consumo de combustíveis fósseis atingiu máximos históricos. O que ocorreu foi uma adição energética, não uma transição: as renováveis acomodaram o crescimento da procura sem substituir os fósseis. O custo por tonelada de CO₂ evitada (200-400 USD) é muito superior ao preço do carbono. Na Europa, os custos sistémicos das renováveis intermitentes (redes, reservas, estabilidade) elevam os preços da electricidade para o dobro ou triplo dos concorrentes, destruindo competitividade industrial. Em Portugal, a ocupação de solo rústico poderá atingir 300 mil hectares (8% da SAU), com perdas agrícolas de 300-600 M€/ano e apenas 2-5 empregos por projecto, num país que emite 0,1% do CO₂ global. A meta europeia de -90% em 2040 é economicamente insustentável e climaticamente irrelevante. O modelo actual exige reavaliação urgente.