Neste artigo de opinião, Henrique Gomes defende que a transição energética deve ser conduzida com maior rigor e independência, alertando para os custos ocultos da integração das energias renováveis no sistema elétrico. O autor questiona a socialização dos investimentos necessários em redes e armazenamento, especialmente para responder às necessidades de grandes consumidores como os centros de dados, e critica potenciais conflitos de interesses na gestão do setor. Propõe ainda a criação de um operador de sistema independente, de maioria pública, para assegurar o planeamento estratégico da energia em defesa do interesse nacional, da competitividade económica e da proteção dos consumidores.

 

Engº. (IST) Henrique Gomes