O texto aborda, numa perspectiva crítica e tecnicamente fundamentada, a relação entre política energética, promoção sectorial das energias renováveis, custos sistémicos da transição energética e defesa do interesse público, com especial atenção à necessidade de separar a formulação de políticas públicas da legitimação institucional de interesses económicos organizados.
A posição defendida no artigo não questiona o papel das energias renováveis num sistema eléctrico equilibrado, mas alerta para os riscos de um modelo regulatório assente em remunerações garantidas, apoios públicos, transferência de encargos para consumidores e ausência de uma avaliação independente dos custos totais do sistema eléctrico.
Considero que o tema tem relevância pública e actualidade, sobretudo num momento em que o debate energético nacional tende a privilegiar objectivos políticos e sectoriais sem suficiente escrutínio económico, técnico e regulatório.

João de Jesus Ferreira
MSc. Eng.º (IST)