O artigo de João de Jesus Ferreira analisa os riscos de um corte súbito da interligação elétrica com Espanha, demonstrando que a estabilidade do sistema português depende fortemente da inércia rotórica fornecida por centrais síncronas.

Com a desativação das centrais a carvão de Sines e Pego, Portugal perdeu inércia e tornou-se dependente da rede espanhola, ficando mais vulnerável a falhas ibéricas. As simulações indicam que, em cenários de baixa inércia, a taxa de variação da frequência (RoCoF) pode atingir valores críticos, capazes de provocar apagões generalizados.

O autor recomenda reforçar a estabilidade do SEP com compensadores síncronos, baterias com controlo grid-forming e políticas que assegurem um nível mínimo de geração síncrona ativa.

Leia o artigo completo para conhecer as conclusões técnicas e as propostas para garantir a segurança elétrica de Portugal.